Quem você é para você?

Cada vez mais as pessoas parecem sofrer de baixa autoestima. “Todos deveriam poder usufruir de uma autoestima saudável, sentindo-se merecedores de felicidade e desfrutando de autoconfiança. Mas, infelizmente, não é este o quadro que vemos atualmente.

Uma quantidade cada vez maior de pessoas sofre de sentimentos de insegurança, medo, culpa, dúvida. Vivem em constante competição, comparando-se a padrões que não são os seus e com um sentimento de “não sou bom o bastante”, explica a coach Léia Carvalho, responsável pelo Programa de Desenvolvimento da autoestima da Estimar-se.

Autoestima significa, a grosso modo, quem você é para você. Se para você mesma, não merece ser feliz ou não é capaz o suficiente de realizar uma tarefa, dificilmente o fará de verdade.

Léia explica que pode haver uma demora em reconhecer sentimentos negativos, mas eles existem onde a baixa autoestima já se instalou. “Nossa experiência de vida é afetada, de forma intensa, pela forma como nos sentimos acerca de nós mesmos. Em todos os aspectos podemos nos sentir afetados: no amor e no sexo, no relacionamento familiar, na forma de desenvolvimento do nosso trabalho e principalmente em relação a nossa capacidade de crescimento pessoal” destaca.

No caso das mulheres, pressionadas pelas responsabilidades sociais (trabalho, casa, família, estudo, relacionamento, filhos), o sentimento de “não dar conta” e ser incapaz facilita ainda mais a cobrança excessiva e a falta de amor próprio.

Cobrança sem fim

Na sociedade em que vivemos existe uma super valorização da beleza perfeita, o que provoca nas mulheres acima do peso uma pressão ainda maior. Todas nós temos algo que já foi discriminado. Em vez de nos assumirmos, buscamos seguir o padrão corrente e desvalorizamos, até antes dos outros, nosso próprio ser. Dentro desse círculo de cobrança, nos sentimos inúteis e não conseguimos enxergar as coisas boas em nossa vida.

“É muito importante que a mulher assuma a responsabilidade por si mesma. Não espere que o outro venha em seu socorro ou que uma mágica aconteça. Somos responsáveis por nossas vidas. É fundamental que cuidemos de nós, trabalhando no desenvolvimento de uma autoestima saudável. A mulher possui uma essência forte, entretanto, as pressões sociais tendem a nos fragilizar. É momento de entendermos que respondemos por nós e, neste caso, a auto-responsabilidade é o primeiro passo a ser dado”, orienta Léia Carvalho.

Ao aceitar a responsabilidade sobre nossa própria existência, percebemos que a forma como organizamos nosso tempo, fazemos escolhas, tratamos as pessoas, nos dedicamos ao trabalho faz a diferença em nossas vidas.

“O baixo nível de autoestima está diretamente ligado ao sentimento de inadequação à vida. A intensidade deste sentimento é que vai determinar a necessidade de buscar ajuda especializada. Algumas vezes a pessoa se sente tão excluída e inadequada à vida que não consegue dar prosseguimento à sua carreira, não consegue nutrir um relacionamento saudável ou até mesmo entra em depressão. Nestes casos, com certeza, a ajuda é essencial”, indica a coach.

Toda vez que nos sentimos culpados por algo que não conseguimos realizar, é importante tomar cuidado com a auto-condenação. A culpa não vai ajudar a evitar o erro e nem trará crescimento. Com autoestima em boa conta, os obstáculos se transformam em desafios e os erros em oportunidades de aprendizado. A sua vida é para você.

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Antonietta Saccaro

Uma jornalista de corpo e alma,adora escrever sobre e para mulheres, sobre saúde, comportamento, economia e tudo que parecer interessante!

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