Pés lisinhos

 

Reprodução

 

Meninas,

Vou aproveitar o espaço do blog para dar uma dica divina para os pés.

Há alguns dias minha mãe e eu temos testado uma receitinha caseira que ela aprendeu em algum programa feminino. Não tem erro, os pés ficam como os de bebê: macios e lisinhos.

A receita é simples e bem rápida, além de superaliviante.

Em um balde, adicione água fria (suficiente para cobrir seus pés) e algumas pitadinhas de camomila e erva cidreira (ambas encontramos em qualquer supermercado a preços irrisórios). Depois, coloque bolinhas de gude (ou burquinha, dependendo de onde mora). Deixe os pés por alguns minutos sendo massageados pelas bolinhas. A sensação é única, principalmente se acaba de chegar de um dia estressante de trabalho ou depois de horas e horas em cima de um salto 15 agulha.

Quando os pés estiverem descansandos, seque brandamente, deixando a sola um pouco úmida para passar pedra pomes. A lixa retira as células mortas do pé e previne aquelas terríveis rachaduras.

Bem, depois é só passar um creme hidratante com dois ou três gotinhas de óleo de canola. Se não for a hora de dormir, coloque uma meia fina, pode ser as de seda – como as soquetes de meia-calça, para evitar escorregões.

* No inverno indica-se colocar água morna.

Espero que gostem da dica.

Qualquer dica ou sugestão, mande e-mail para redacao@grandesmulheres.com

 

Beijos, Pâmela Nunes

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O retorno

Meninas,

Andamos um pouco sumidas. O fim de ano foi bastante caótico para as três. Eu, por exemplo, tive que fazer uma grande escolha. Pedi demissão do meu antigo emprego e jogar a cara no mercado de trabalho novamente. Agora como uma jornalista formada.

Depois de quatro anos em Bauru, com toda a liberdade e responsabilidade do mundo, senti o que é retornar para casa. E olha, definitivamente não é fácil. Estou lutando diariamente contra a mesmice, contra a segurança dos pais, contra a falta de liberdade, inclusive financeira.

Essas semanas que passaram serviram para eu colocar meus pensamentos em dia, refletir sobre minha vida, fazer planos e traçar estratégias para meu futuro. E uma das coisas que coloquei como prioridade é fazer deste site um portal para a liberdade. Liberdade para as Grandes Mulheres. Chega de preconceito, chega de machismos – pois aqui não falo de Grandes Mulheres só no sentido físico, não – chega dessas amarras sociais que nos prendem a um padrão.

Talvez possam achar que o falar, a teoria, é muito fácil. Mas é dos pensamentos que partem as práticas. E talvez o site também sirva de metáfora para minha liberdade.

Contamos com vocês para essa caminhada.

Beijos

Pâmela Nunes

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Um Grande desafio

Olá, meninas e Grandes Mulheres.

Para mim, lançar o site é mais do que uma etapa concluída na minha vida (a famigerada entrega do TCC), é saber que finalmente encontrei um caminho certo a seguir.

Antes de entrar na faculdade de jornalismo tinha dificuldade em focar meus objetivos, isso quando sabia quais eram. Assim que ingressei na universidade vi que podia fazer a diferença com a profissão que escolhi.

Durante dois ou três anos do curso lutei contra dois gostos aparentemente contrários: a paixão pela moda e a vontade de mudar o mundo como jornalista. Um conflito interno muito grande tomou conta de mim nesse período. Fiz trabalhos voluntários, iniciei um jornal em uma comunidade carente de Bauru ao mesmo tempo em que me envolvia em um curso de Moda e Estilo. Não foi fácil manter a perspectiva de um mundo melhor vendo tantas injustiças sociais, vendo tantas discriminações e preconceitos. Com o jornalismo social, pude ajudar na transmissão de informação e na produção de conhecimento, mas incomodava-me o fato de estar inserida em um universo de exclusão, o mundo da moda. Eram duas realidades que não se encaixavam. Até então.

Hoje, vejo que me faltava um olhar mais analítico, mais crítico. Os quatro anos me ajudaram a compreender qual seria meu papel como jornalista: mostrar que o estar na moda não é simplesmente seguir o que as modelos usam nas passarelas ou comprar a calça mais cara de uma grife. Estar na moda é sentir-se bem e feliz com o que veste e usa.

Sim, realmente existe um padrão de beleza, uma indústria suja e preconceituosa. Mas a moda é mais do que isso. A moda é história, é evolução, é democracia e universalidade. Nela, há espaço para brancos, negros, índios, magros e até gordinhos. Os padrões existem em qualquer época. Se não estamos felizes com o que é imposto, temos que abrir discussões, levantar questões e levantar a nossa bandeira.

No último sábado fui a uma palestra com a senadora e pré-candidata à presidência Marina Silva. Desconsiderando o contexto no qual foram ditas, duas coisas tocaram-me em seu discurso. A primeira diz respeito aos sonhos. Parafraseando Marina, muitos podem nos achar utópicas, quixotescas ao querer ir contra a maré, ir contra um padrão imposto pela grande mídia, pela sociedade; mas, assim como a ex-ministra, acredito que são os sonhos que nos fornecem ferramentas para o alcance da realidade que queremos – e muitas vezes conseguimos.

A outra questão tem relação com a luta pelo objetivo. “A minha diferença para Dom Quixote é que enquanto ele lutava com moinhos de vento pensando que fossem gigantes, eu luto contra gigantes imaginando que são moinhos de vento”. É assim que o Grandes Mulheres encara esse desafio. E é isso que eu pretendo passar para vocês a partir de agora. Bem-vindas ao Grandes Mulheres.

Beijos e até mais,

Pâmela Nunes

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No ar!

Essa expressão “no ar” me lembra sempre a camiseta que o pessoal de Rádio e TV usa pela faculdade. Mas neste caso, estou falando do lançamento do Grandes Mulheres. Mal posso acreditar que depois de quase um ano de planejamento e muito suor, o site está pronto e na rede! Colocá-lo no ar foi uma felicidade sem tamanho. Diria que foi como estourar uma champagne. Ver a rolha sendo expelida pelo gás te dá aquela sensação de “que gosto tem o líquido que está ali dentro?”. Imagino que seja assim que as pessoas se sentem quando ouvem falar que há um novo site por ai com o nome de “Grandes Mulheres“.

Para mim, particularmente, é como ver um sonho se realizar. Eu sempre quis escrever para mulheres e nunca aceitei que a mídia me dissesse quem e como eu deveria ser. Queria ser uma jornalista que jogasse limpo, que falasse a realidade e que não corroborasse com essa insanidade em busca de um corpo irreal. Eu nunca, por mais que eu faça dieta, malhe a faça plástica serei magra. É assim e ponto. Deus me fez grande, com ossos do tamanho de um dinossauro – sim, já ouvi isso de um médico ao olhar meu raio-x – e estou cansada de me depreciar em frente ao espelho achando que eu nunca seria amada ou bem sucedida porque não sou magra.

Produzir este site me ajudou e muito a lidar com meus medos, minhas inseguranças e mesmo não estando 100% lá, diria que estou perto. O que eu quero é conhecer mulheres com os mesmos dilemas que os meus e poder, de alguma forma, fazer algo por elas e por mim. É possível falar de beleza, saúde, carreira, sucesso e felicidade sem mandar uma mensagem de “mas você tem que ser magra pra conseguir tudo isso”. Quero escrever e produzir para mulheres como eu porque eu sei que as entendo e sei exatamente quais são seus dilemas, suas dúvidas, seus medos. Espero que o Grandes Mulheres possa agradar e possa, de alguma forma, colaborar para uma melhoria de vida das pessoas que nos lêem.

Um grande beijo!

Paula Bastos

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